Sector das renováveis 

  • Torre - Parque Eólico de Marvila Torre - Parque Eólico de Marvila 
O esgotamento das reservas fósseis de energia e a necessidade de recorrer a formas de produção de energia mais limpas são, ao mesmo tempo, uma ameaça para o paradigma de desenvolvimento económico atual e, mais do que isso, uma excelente oportunidade para o alterar para que seja ambientalmente mais responsável, eficiente e sustentável. 

Enquadramento

O potencial de energias renováveis em Portugal é mais do que suficiente para satisfazer as suas necessidades energéticas e, aliado a esse potencial, existem já tecnologias para a conversão de energia de origem renovável com provas dadas quanto aos benefícios decorrentes para as comunidades.
 
Sendo assim, a problemática não está na escassez de recursos, nem na ausência de tecnologias para converter estes em formas utilizáveis de energia, falta sim criar condições para que o desenvolvimento, e consequente aproveitamento, em grande escala destas fontes de energia seja uma realidade. 
 
Existe em Portugal know-how técnico para o desenvolvimento de soluções inovadoras e vontade de avançar com esta revolução tecnológica e a Eneólica, enquanto interveniente neste sector, quer contribuir para uma nova realidade que, mais do que desejável, é já incontornável. 

Dados e fatos

  • Portugal é um país com escassos recursos energéticos próprios, nomeadamente aqueles que asseguram a generalidade das necessidades energéticas da maioria dos países desenvolvimento (como o petróleo, o carvão e o gás). 
  • Tal escassez conduz a uma elevada dependência energética em relação ao exterior, sendo totalmente dependente das importações de fontes primárias de origem fóssil e com uma contribuição das energias hídrica (fortemente dependente das condições climatéricas), eólica, solar e geotérmica, biogás e de lenha e resíduos, que importa aumentar.
  • Portugal está assim perante uma, ainda reduzida, diversificação da oferta energética primária, aliada à escassez de recursos próprios, que conduz a uma maior vulnerabilidade do sistema energético às flutuações dos preços internacionais, nomeadamente do preço do petróleo, exigindo esforços no sentido de aumentar a diversificação. 
 
Tendo presente os dados divulgados relativos ao ano 2013, o consumo de energia aumentou cerca de 0,2%, o que inverte a tendência sentida nos últimos dois anos, onde se registou uma queda acumulada de cerca de 6%.
 
Em contra partida, o ano de 2013 foi positivo para a produção de energia renovável, tendo-se registado índices de produtividade de 1,18 nas eólicas, que permitiu a produção de energia capaz de dar resposta a cerca de 57% do consumo total, enquanto as centrais de carvão abasteceram 22%, as de gás natural 14% e os restantes 6% foram realizados com recurso a importação. No que diz respeito ao tipo de fonte energética utilizada no consumo de energia primária, constata-se que o petróleo e derivados têm sido a fonte energética mais utilizada ao longo dos anos, embora a tendência tenha vindo a diminuir, passando de 58,6% do consumo de energia primária em 2005 para 43,4% em 2012. Nesse ano, a segunda fonte energética mais utilizada foi o gás natural (18,8%), seguindo-se o carvão (13,6%), a biomassa (13,4%) e a energia elétrica (10,2%).
 
No final de 2011, a capacidade instalada para a produção de energia elétrica a partir de fontes de energia renovável atingiu os 10 622 MW em Portugal o que se traduz num aumento de 9,6% relativamente a 2010. A incorporação de fontes de energia renovável no consumo bruto de energia elétrica, para efeitos da Diretiva 2009/28/CE, de 23 de abril, foi de 49,6% em 2011, o que faz de Portugal o terceiro país da União Europeia (UE-15) com maior incorporação de energias renováveis na produção de energia elétrica, atrás da Áustria (56,3%) e da Suécia (57,2%). 
 
Portugal continua a apresentar níveis muito elevados de dependência energética, atingindo no ano 2012 os 79,8%.